"Não há nada que um dia de Bike não cure." Caia na Trilha

2.5.12

História do Ciclismo de Montanha


História do Ciclismo de Montanha

 A história da invenção da bicicleta data do século XVII, mais precisamente em 1790, quando o conde francês J. H. De Sivrac idealiza o CELERÍFER, veículo de duas rodas ligadas por uma ponte de madeira em forma de cavalo e acionado por impulsos alternados dos pés sobre o solo. A sua chegada ao Brasil data de 1898.

     O ciclismo de montanha (mountain bike) surgiu no final dos anos 70, quando um grupo de jovens ciclistas começou a freqüentar as trilhas nas montanhas de Marin, Califórnia - Estados Unidos. Eram basicamente ciclistas de estrada, que começaram a buscar um novo estilo, uma alternativa às "máquinas" do asfalto. As bicicletas utilizadas no asfalto, que na ocasião da modalidade esportiva tinham pneus finos, eram denominadas de estrada ou speed, em inglês.

     Para Tom Ritchey, o responsável pela escolha da "terra" foi Jobst Brandt, sendo o inspirador dele e de mais outros, como Gary Fisher. Algumas fontes relatam que já houve experiências anteriores (nas décadas de 40 e 50) de utilizar a bicicleta em trilhas, mas não tiveram a expressão e a explosão que ocorreu no final dos anos 70. Para enfrentar as trilhas, subir e descer montanhas, uma nova modalidade de quadro fazia-se necessário bem como a incrementação destes com câmbios dianteiros e traseiros adaptados para um maior número de coroas e catracas, pneus maiores e com cravos além de freios mais eficientes. Cria-se assim, as formas básicas das bicicletas de montanha.

     Segundo relatos, Tom Ritchey e Gary Fisher foram os primeiros a praticar o esporte e implantar a comercialização das novas bicicletas. Ritchey, possivelmente, foi quem mais contribuiu para o desenvolvimento de novos quadros e materiais para o esporte. Além de correr, construía e desenvolvia quadros e componentes artesanalmente, ao lado de Gary Fisher que adaptou e desenvolveu vários componentes, dentre eles o câmbio. Ambos têm hoje suas respectivas empresas, a Ritchey e a Fisher Bikes.

     Na união das potencialidades de cada um, mais a de Charles Kelly, quem comercializava as bicicletas, criaram a Mountain Biker, primeira empresa a produzir, ainda que em escala reduzida, bicicletas diretamente destinadas para a novo modalidade esportiva. Todavia, o esporte ganhou o mercado quando Mike Syniard, fundador e presidente da Specialized, apostando no novo esporte e na sua potencialidade, comprou alguns quadros fabricados por Ritchey e enviou-os para o Japão, para serem copiadas e produzidos em série. Nascia, então, a StumpJumper, a primeira bicicleta de montanha de sucesso comercial e que mais tarde se tornaria um mito. A união de Ritchey com Syniard acabou por lançar o esporte ao mundo definitivamente.

    A cada ano novas inovações são anunciadas, como câmbios, ligas metálicas, geometrias do quadro, levando com que as empresas concorrentes aperfeiçoassem cada vez mais os seus produtos. Este constante aperfeiçoamento tem elevado demasiadamente o nível de qualidade, favorecendo tanto o consumidor quanto os atletas que dependem de um bom funcionamento de seu equipamento. Suspensões, freios hidráulicos, novos materiais como o carbono e titânio, são alguns dos exemplos do que este setor é capaz de produzir, revelando a força e a potencialidade no âmbito industrial.

      Grandes competições são realizadas pelo mundo anualmente, elevando o nível técnico ao ponto de surgir ilustres ciclistas, que hoje formam a elite competitiva do esporte. A partir de 1996, o ciclismo de montanha passou a ser um esporte olímpico, estreando nos Jogos Olímpicos de Atlanta, evidenciando assim a importância em que o esporte se encontra na atualidade.

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Obs.:Praça próximo a subida do Colégio Jesus Cristo Rei

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